Criptomoedas - Chegaram para Ficar?



Por: Khalil Gamel El Tassa


Dinheiro, um bem tangível que pode ser utilizado em forma de papel moeda, moedas de metal, cartões de débito e crédito, ou para os Millennials, em forma de cheque também. Por anos essa metodologia de troca é utilizada pelos seres humanos para comprar alimentos, imóveis, roupas, e principalmente para investimentos, mas atualmente uma classe de ativos começa a ser cada vez mais disseminada e pode ser utilizada para os mesmos fins: as criptomoedas.


Papel moeda na forma que conhecemos hoje, é algo extremamente arcaico, sendo utilizado desde o século VII, inicialmente na China, e com a evolução da economia, foi percebido um grande problema nisso: a inflação. Inflação resumidamente, é um fenômeno que resulta na redução do valor da moeda, muitas vezes em decorrência da sua impressão desenfreada, e recentemente tem-se visto um cenário inflacionário em boa parte dos países, em decorrência da pandemia da Covid-19, mas muitos conheceram com isso a classe de ativos que mencionamos anteriormente. Criptoativos são ativos deflacionários e descentralizados, ou seja, não há órgãos reguladores por trás e são protegidos por uma tecnologia de ponta, chamada de Blockchain, que como o próprio nome diz, é uma cadeia de blocos enfileirados, uma espécie de livro contábil virtual que registra todas as transações feitas em alguma Criptomoeda (cada ativo possui sua própria Blockchain, ou utiliza como base a de alguma outra moeda que permite a utilização de contratos inteligentes).


Como comentamos, Criptomoedas são deflacionárias em sua maioria, e isso acontece por possuírem uma quantidade máxima a ser emitida, e nenhum órgão conseguir emitir mais unidades desgovernadamente. O principal ativo desse mercado atualmente é o Bitcoin, a primeira Criptomoeda que surgiu e com maior capitalização de mercado (métrica utilizada para medir o tamanho de determinada moeda ou empresa), e sofreu entre 2015 e 2021 uma valorização de aproximadamente 62.700%, mostrando ser o melhor investimento dos últimos anos, ainda que seja um tabu entre boa parte dos economistas do mundo todo.


O estudo dessa classe de ativos ainda está em fase inicial se comparada ao mercado tradicional, mas El Salvador por exemplo, já utiliza Bitcoin como moeda oficial do país, enquanto já outros iniciaram os planejamentos das suas CBDCs (Central Bank Digital Currencies, traduzindo para o literal, Moedas Digitais de Bancos Centrais) e o Brasil é um deles, enquanto a China já possui a sua, o Yuan Chain Coin (YCC) que é o Yuan Digital.


Dada a importância desse segmento para a economia global, é extremamente válido que todos tenham pelo menos noções básicas do que são Criptomoedas, como funcionam, como comprar e também aos investidores, como selecionar bons ativos para guardar em sua carteira, dado o seu perfil de investidor que deve ser definido previamente antes de entrar neste mercado, a digitalização do dinheiro já está acontecendo e os Criptoativos podem auxiliar nessa questão das mais diversas formas possíveis.


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Khalil Gamel El Tassa é trader especialista em criptoativos, expertise em análise técnica e fundamentalista. 


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